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Discutindo Nuremberg

Ministrado nos dias 23 e 24 de março de 2016, na Biblioteca Pública de Niterói, curso de extensão sobre o Tribunal de Nuremberg.

Por Bruno Leal

Nos dias 23 e 24 de março, quarta e quinta-feira anteriores à Páscoa, tive o prazer de ministrar o curso de extensão “Justiça sinuosa: os crimes nazistas, o Tribunal de Nuremberg e seus antecedentes”. O curso – totalmente gratuito – foi oferecido pela Biblioteca Pública de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. A entidade possui um convênio já antigo com o Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH-UFF). Todos os meses, um professor de história da UFF oferece um curso de extensão na Biblioteca. Em março, coube a minha esta honra.

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Alunos de diferentes cursos e instituições presentes no curso de extensão: Foto: Bruno Leal

O curso foi aberto a toda comunidade, em especial a acadêmica, e teve o objetivo de discutir historicamente os crimes nazistas e as políticas de punição formuladas ainda durante a Segunda Guerra Mundial e que iriam resultar na realização do Tribunal Militar de Nuremberg, divisor de águas no Direito Pena Público Internacional. A procura pelo curso foi enorme: no total, 140 pessoas se inscreveram. Apenas uma parcela dos inscritos, porém, cerca de 40 pessoas, pôde faze-lo, devido a capacidade do sala.

Os dois encontros somaram seis horas de carga horária. Nosso itinerário, no primeiro dia, começou com a reflexão sobre o conceito de guerra. Passou, em seguida, pela normatização dos conflitos armados no século XIX e terminou no século XX, mais precisamente com a experiência da Primeira Guerra Mundial e suas consequências na década de 1920. No segundo dia, abordamos a Segunda Guerra Mundial, a atuação dos governos no exílio, a lenta construção das políticas de punição dos aliados, a desnazificação, as comissões de crimes de guerra e, finalmente, o Tribunal Militar Internacional de Nuremberg.

Nos dois dias de curso, chamou muito a minha atenção a heterogeneidade do grupo ali reunido. Havia alunos da Universidade Federal Fluminense, da Universidade Estácio de Sá, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estiveram presentes ainda professores de escola, advogados e mestrandos, além dos alunos de graduação, que, por sua vez, pertenciam a diferentes períodos e cursos (letras, psicologia, história, comunicação social e letras), deixando evidente o interesse que o Tribunal de Nuremberg desperta ainda hoje. Obrigado a todos pelas ótimas tardes!

Para saber de outros cursos oferecidos pela Biblioteca Pública de Niterói, clique aqui.

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